O eletrocardiograma (ECG) é o exame que registra a atividade elétrica do coração. No PCMSO, ele é solicitado quando a análise de risco identifica exposição cardiovascular na função: trabalho em altura, operação de máquinas, contato com agentes cardiotóxicos, eletricidade ou demanda física intensa.
No contexto ocupacional, o ECG convencional de repouso leva menos de 1 minuto para ser registrado. O trabalhador não precisa de preparo especial — sem jejum, sem suspensão de medicamentos na maioria dos casos. O laudo sai na mesma consulta.
O que é eletrocardiograma?
O eletrocardiograma é o exame que registra a atividade elétrica do coração. A cada batida cardíaca, um impulso elétrico percorre o músculo — eletrodos fixados na pele captam esses sinais e os traduzem em um traçado gráfico com ondas e intervalos identificáveis.
A partir desse traçado, o médico do trabalho avalia ritmo, frequência cardíaca, condução elétrica entre as câmaras e sinais de isquemia ou sobrecarga. O exame é indolor, não usa radiação e não invade o corpo.
ECG vem do inglês electrocardiogram. No Brasil, os dois termos são intercambiáveis. Ecocardiograma (ECO ou ECHO) é um exame diferente, com objetivos e custo distintos — explicado na última seção.
Como o eletrocardiograma é feito?
O trabalhador deita em decúbito dorsal. Dez eletrodos são posicionados com gel condutor: quatro nos membros (punhos e tornozelos) e seis no tórax, em pontos anatomicamente padronizados. O equipamento gera o traçado nas 12 derivações em menos de 1 minuto.
Nenhum preparo especial é necessário no contexto ocupacional. Não é preciso estar em jejum nem interromper medicamentos, salvo orientação contrária do médico. O laudo fica pronto na mesma consulta admissional, sem necessidade de retorno à clínica.
O exame padrão do PCMSO é o ECG convencional de repouso com 12 derivações. Outros tipos — Holter (monitoramento de 24 a 48 horas) e ECG de esforço — só são solicitados quando há indicação clínica específica e não fazem parte da rotina admissional.
O que o eletrocardiograma detecta?
O ECG identifica arritmias como fibrilação atrial, taquicardia supraventricular, bloqueios de ramo e bradiarritmias. Também detecta sinais de isquemia miocárdica, intervalo QT prolongado e hipertrofias de câmara. Essas condições podem ser completamente silenciosas no dia a dia e se tornar risco real em funções com esforço físico ou estresse operacional elevado.
O ECG não avalia estrutura cardíaca (câmaras, válvulas, fluxo sanguíneo) — essa é a função do ecocardiograma. Coronárias também não são visíveis no traçado de repouso. O papel do ECG no admissional é o rastreamento: identificar alterações que impactem a aptidão para a função específica.
Quando o ECG admissional aponta alteração, o médico do trabalho pode condicionar a emissão do ASO a uma avaliação cardiológica complementar. O trabalhador recebe orientação clínica; a empresa documenta que cumpriu o protocolo de segurança previsto no PCMSO.
Por que o PCMSO pede ECG no exame admissional?
A NR-7 não fixa uma lista de exames obrigatórios para o admissional. O médico do trabalho elabora o PCMSO com base no PGR e define os complementares necessários para cada função. Para funções com risco cardiovascular documentado, o ECG entra no programa.
O raciocínio é direto: certas condições cardíacas não causam sintomas no repouso, mas podem se manifestar em situações de esforço ou estresse operacional. Rastreá-las antes da admissão é mais seguro para o trabalhador e protege a empresa em caso de mal súbito no trabalho.
Os exames previstos no PCMSO são obrigatórios nos cinco momentos definidos pela NR-7: admissional, periódico, retorno ao trabalho, mudança de função e demissional. Omitir o ECG quando ele está no PCMSO é passível de autuação pelo MTE, com as consequências detalhadas no guia sobre o exame admissional.
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Quais funções exigem eletrocardiograma no admissional?
O PCMSO define isso função a função. Há grupos, porém, onde o ECG é quase sempre incluído:
- Trabalho em altura (NR-35): mal súbito em posição de vulnerabilidade representa risco crítico para o trabalhador e para quem está abaixo
- Motoristas profissionais e operadores de veículos pesados: exigência de avaliação cardiovascular para emissão e renovação do laudo de aptidão
- Operadores de máquinas, pontes rolantes e equipamentos pesados: esforço físico repetitivo e atenção sustentada como fatores agravantes
- Exposição a agentes cardiotóxicos: solventes orgânicos, monóxido de carbono, chumbo e cádmio têm efeitos documentados sobre o músculo cardíaco
- Trabalho com eletricidade (NR-10): risco de fibrilação ventricular por choque elétrico — o ECG estabelece a linha de base do ritmo cardíaco antes da exposição
- Funções com alta demanda física: cargas pesadas, calor intenso, trabalho noturno frequente ou turnos longos
Para funções administrativas e de escritório sem exposições identificadas, o ECG geralmente não integra o PCMSO. A decisão final é sempre do médico do trabalho responsável pelo programa. Se outros exames laboratoriais também fazem parte do seu admissional, vale conferir o que o hemograma completo avalia no mesmo contexto.
Eletrocardiograma e ecocardiograma são a mesma coisa?
Não. Os nomes são parecidos, mas avaliam aspectos diferentes do coração.
O eletrocardiograma (ECG) registra atividade elétrica: ritmo, frequência e condução. É rápido, não exige preparo e tem custo acessível. No contexto ocupacional, é o exame de rastreamento cardiovascular padrão do PCMSO.
O ecocardiograma usa ultrassom para visualizar a estrutura do coração: câmaras, válvulas, fluxo sanguíneo e capacidade contrátil. É mais completo, mais demorado e mais caro. Não faz parte do PCMSO de rotina — só é indicado quando o ECG admissional aponta alteração que precisa de investigação adicional. Como explica a RTK Medicina do Trabalho, o ECG de repouso cobre o rastreamento cardiovascular padrão com eficiência.
A confusão entre os dois é frequente — inclusive em pedidos mal redigidos de RH. Se o PCMSO pede “ECG” ou “eletro”, o exame indicado é o eletrocardiograma de repouso.
Se o PCMSO da sua empresa prevê ECG no admissional, a PVMED realiza o exame com laudo imediato. Complementares, laboratoriais e o exame clínico são feitos no mesmo local, sem retorno. Entre em contato pelo (21) 2391-2500 ou pelo WhatsApp.

