O eletroencefalograma costuma assustar antes mesmo de acontecer. A ideia de eletrodos colados na cabeça soa mais invasiva do que realmente é. Na prática, é um dos exames mais simples e tranquilos do PCMSO.
No exame ocupacional, o eletroencefalograma aparece quando a função do trabalhador envolve algum risco neurológico relevante para a segurança da atividade. Veja abaixo o que esperar do exame e por que ele pode ser pedido.
Para que serve o eletroencefalograma?
O eletroencefalograma registra a atividade elétrica do cérebro por meio de eletrodos posicionados no couro cabeludo. É o exame de referência para investigar convulsões, epilepsia e outras alterações do sistema nervoso central — é considerado um exame não invasivo para avaliar o cérebro.
No contexto ocupacional, ele entra quando a função exige atenção constante ou operação de máquinas e veículos, e existe indicação médica para avaliar o risco neurológico daquele trabalhador antes ou durante o vínculo empregatício.
Como o eletroencefalograma é feito?
O trabalhador se deita ou senta em uma maca reclinável. O profissional mede pontos específicos da cabeça e fixa os eletrodos com uma pasta condutora, que permite captar os sinais elétricos do cérebro sem qualquer corte ou agulha.
Dura entre 20 e 40 minutos, segundo o Instituto de Neurologia de Cabo Frio. A versão de rotina, feita com o paciente acordado, é a mais comum no exame ocupacional, sem necessidade de internação ou preparo especial.
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O eletroencefalograma dói ou precisa de sedação?
Não. Na versão padrão do exame ocupacional, feita com o trabalhador acordado, não há dor, corte ou sedação. O único desconforto relatado costuma ser a pasta usada para fixar os eletrodos, removida com água ao final.
Sedação só entra em protocolos clínicos específicos, quando o médico precisa registrar o cérebro durante o sono por um período mais longo, bem distante do exame ocupacional de rotina.
Por que a empresa pede eletroencefalograma no exame ocupacional?
A NR-7 permite que o médico do trabalho inclua exames complementares no PCMSO sempre que houver risco identificado no PGR e justificativa técnica para a função avaliada.
O eletroencefalograma entra nessa lista para funções em que uma alteração neurológica não identificada colocaria em risco o próprio trabalhador ou terceiros — como operação de máquinas, trabalho em altura ou condução de veículos. A indicação final depende sempre da avaliação do médico do trabalho responsável pelo PCMSO da empresa.
Qual médico solicita ou avalia o eletroencefalograma?
O médico do trabalho é quem solicita o exame dentro do PCMSO, com base no risco da função. O laudo, porém, é interpretado e assinado por neurologista ou neurofisiologista, especialistas habilitados para avaliar o traçado cerebral.
Esse fluxo se parece com o de outros exames complementares da série ocupacional, como o eletrocardiograma no exame admissional: um profissional solicita e acompanha, outro especialista assina o laudo técnico.
Se sua empresa tem funções que exigem eletroencefalograma no PCMSO, fale com o time da PVMED pelo WhatsApp (21) 2391-2500 e tire suas dúvidas sobre a periodicidade e o preparo do exame.

