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Exame de urina (EAS): por que é pedido no admissional

exame de urina

Nessa artigo, iremos abordar os seguintes assuntos:

O exame de urina, também chamado de EAS, é um dos exames complementares mais pedidos no exame admissional — ao lado do hemograma completo e da glicose em jejum. Reunimos aqui as perguntas mais frequentes sobre ele: o que significa a sigla, se precisa de jejum e o que cada resultado indica.

As respostas seguem o que a NR-7 e o PCMSO determinam, sem enrolação.

O que é o exame de urina (EAS) e por que esse nome?

EAS significa Elementos Anormais e Sedimentos. É o mesmo exame que aparece em laudos como urina tipo 1, sumário de urina ou parcial de urina — nomes diferentes para o mesmo procedimento, dependendo do laboratório.

O exame analisa três partes da amostra: características físicas (cor, aspecto, densidade), composição química (glicose, proteínas, sangue, nitrito) e o sedimento visto ao microscópio (células, cristais, bactérias).

Na guia do exame admissional, a sigla EAS costuma aparecer ao lado do hemograma completo — mesmo que o candidato conheça o procedimento como “exame de urina”.

Por que o exame de urina é pedido no admissional e demissional?

A obrigatoriedade não vem do exame em si — vem do PCMSO da empresa, documento que define quais exames cada função exige com base nos riscos mapeados no PGR e nas regras da NR-7.

O EAS entra na bateria quando a função expõe o trabalhador a agentes que afetam rim ou trato urinário, como alguns produtos químicos e metais previstos na NR-15. Nesses casos, o exame também serve de referência no demissional, para comparar o estado do trabalhador antes e depois do contrato.

O critério não é o cargo isolado, é o cruzamento entre função e risco. A decisão final é sempre do médico do trabalho responsável pelo PCMSO — esta explicação é geral; cada caso depende da avaliação técnica desse profissional.

Precisa de jejum para fazer o exame de urina?

Não. O EAS não exige jejum. A confusão é comum porque o exame costuma sair na mesma guia da glicose em jejum, essa sim com restrição de horário.

Se o admissional combinar os dois exames, vale seguir o jejum pedido para a glicose — a coleta de urina pode ser feita no mesmo horário, sem necessidade de preparo separado.

Precisa ser a primeira urina do dia?

É a orientação preferida, mas não é obrigatória. A primeira urina da manhã costuma estar mais concentrada, o que facilita a detecção de alterações no sedimento.

Na falta da primeira urina, o laboratório aceita uma amostra com pelo menos 2 a 3 horas sem urinar, coletada do jato médio. Isso evita resultado alterado por diluição.

Como deve ser feita a coleta da amostra?

O frasco precisa ser estéril, fornecido pelo próprio laboratório. Higienizar a região antes da coleta evita contaminação por bactérias da pele, que podem alterar o resultado sem indicar infecção real.

O ideal é descartar o primeiro jato e coletar o jato médio — a parte do meio da urina. A amostra deve ir ao laboratório o quanto antes; esperar demais em temperatura ambiente também altera o resultado.

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O exame de urina detecta quais problemas de saúde?

O achado mais comum é leucócitos ou nitrito positivo, sinal de possível infecção urinária — resultado frequente que, isoladamente, não impede a contratação.

Hemácias na urina podem indicar sangramento no trato urinário. Proteínas ou glicose na amostra podem apontar alteração renal ou metabólica que merece investigação complementar.

Esses achados indicam hipótese, não diagnóstico — a interpretação completa depende do conjunto de resultados e da avaliação clínica do médico do trabalho.

Quando o resultado do exame de urina é motivo de preocupação?

Um achado isolado e discreto — como poucos leucócitos ou traços de proteína — raramente é motivo de alarme. O que pesa mais é a combinação de vários sinais alterados ao mesmo tempo, como nitrito positivo junto com leucócitos altos e hemácias presentes.

Mesmo nesses casos, o exame de urina não fecha diagnóstico por conta própria. Ele aponta a necessidade de investigação adicional, conduzida pelo médico do trabalho ou pelo médico assistente do trabalhador.

Leucócitos ou nitrito positivo reprova o exame admissional?

Não necessariamente. Um resultado alterado costuma levar a uma reavaliação ou a um exame complementar, não a uma reprovação automática — a decisão é do médico do trabalho.

O RH recebe apenas a conclusão de apto ou inapto no ASO. O resultado clínico do exame não é compartilhado com a empresa, só com o trabalhador e o médico responsável pelo PCMSO.

Em muitos casos, o achado é uma infecção urinária assintomática — o admissional pode ser, inclusive, a primeira vez que o trabalhador descobre a condição e passa a tratá-la.

EAS é a mesma coisa que urocultura?

Não. O EAS analisa características físicas, químicas e o sedimento da urina. A urocultura identifica qual bactéria está causando uma infecção e qual antibiótico funciona contra ela.

Os dois exames se complementam: quando o EAS aponta sinal de infecção, o médico pode pedir a urocultura para confirmar e direcionar o tratamento. No admissional, em geral, só o EAS é solicitado.

Posso fazer o exame de urina menstruada?

Não é recomendado. O sangue menstrual pode contaminar a amostra e gerar resultado de hemácias positivo sem relação com o trato urinário, levando a uma repetição do exame.

Se a coleta cair durante o período menstrual, o ideal é avisar o laboratório e reagendar — evita atraso por precisar repetir o admissional depois.

Onde fazer o exame de urina no exame admissional?

A PVMED Policlínica tem laboratório próprio e faz o exame de urina no mesmo local do exame admissional, sem precisar encaminhar o candidato a outro endereço.

Fale com a nossa equipe pelo WhatsApp (21) 2391-2500.

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